Única produtora brasileira de nióbio com presença em todos os segmentos de mercado, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração - CBMM - utiliza, em sua planta de Araxá/MG, motores da linha Wmining, destinados ao segmento da mineração. Tudo começou em outubro de 2005, quando a CBMM contatou a WEG - com quem tem parceria há muitos anos - para o que parecia ser um processo normal de compra para reposição de um motor. “Porém, as análises dos engenheiros do departamento de Vendas da WEG constataram que a simples reposição de um motor normal já não atenderia às necessidades da CBMM”, explica o analista de vendas Ricardo Formento. Era preciso, portanto, oferecer um produto específico para aquela aplicação. “Nós temos um ambiente crítico, agressivo, extremamente úmido, que coloca à prova toda a resistência de um motor”, diz o supervisor de Controle e Manutenção da CBMM, Márcio Teixeira. A partir dos contatos com Teixeira, os engenheiros da WEG começaram a trabalhar na especificação do motor mais adequado para aquele caso. 
“A CBMM precisava de um motor que acionasse uma bomba d’água da caldeira, num ambiente quente (60º C no ambiente), com presença de vapor d’água”, lembra Formento. Ou seja: o ambiente crítico a que se refere o supervisor Márcio Teixeira. WEG e CBMM trabalharam em conjunto, até definir a melhor solução. E ela veio na forma da linha Wmining, lançada no ano passado. “Compramos um motor destes para experimentar, o produto suportou as severas condições de operação e está funcionando sem causar paradas ou perdas de produção”, garante Teixeira, concluindo que a tendência, agora, é utilizar apenas motores Wmining. E a parceria vai além: em março foram iniciados estudos para aplicação de motores da linha WELL, em equipamentos de criticidade alta. 
NIÓBIO O nióbio foi descoberto em 1801 pelo inglês Charles Hatchett, numa amostra de minério preto fornecida pelo Museu Britânico da Inglaterra. Chamou o novo elemento de “columbium”, símbolo “Cb”, que, em 1844, passou a ser chamado de nióbio (Nb). Nos Estados Unidos o nome colúmbio ainda é utilizado na metalurgia. É usado principalmente em ligas de aço para a produção de tubos condutores de fluidos. O nome deriva da deusa grega Níobe, filha de Tântalo - que por sua vez deu nome a outro elemento, o tantálio. Datam de 1925 as informações mais antigas sobre o uso de nióbio, referindo-se à substituição do tungstênio na produção de ferramentas de aço. Até a descoberta de depósitos de pirocloro no Canadá e no Brasil (Araxá), na década de 1950, o uso do nióbio era limitado pela pouca oferta e custo elevado. Com a produção primária, o metal tornou-se abundante e ganhou importância no desenvolvimento de materiais de engenharia. Na década de 1950, com o início da corrida espacial, aumentou muito o interesse pelo nióbio, o mais leve dos metais refratários. As superligas aeronáuticas também o utilizam. Outro desenvolvimento importante da década de 1950 foi o aço microligado. Atualmente, os aços microligados respondem por 75% do consumo de nióbio. São materiais sofisticados, desenvolvidos a partir de princípios de metalurgia física que refletem o esforço conjunto da pesquisa e desenvolvimento conduzidos na indústria e nos laboratórios de universidades. O conhecimento científico se revelou essencial para o elemento 41. Os avanços conseguidos até aqui ampliaram o raio de aplicação do nióbio em aços, superligas, materiais intermetálicos e ligas de Nb, bem como em compostos, revestimentos, nanomateriais, dispositivos optoeletrônicos e catalisadores. A CBMM Fundada em 1955, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineiração é uma empresa privada dedicada à extração, processamento, fabricação e comercialização de produtos à base de nióbio. Uma Conta de Participação nos Lucros entre a estatal Codemig - Cia. de Desenvolvimento de Minas Gerais - e a CBMM garante a exploração racional do depósito de nióbio localizado próximo à cidade de Araxá/MG. O contrato concede 25% de participação nos lucros operacionais da CBMM ao governo do estado de Minas Gerais. Desde 1961, a CBMM extraiu 15,5 milhões de toneladas do minério dessas reservas, com uma taxa média anual de 800.000 toneladas. A empresa tem subsidiárias na Alemanha, nos Estados Unidos e Japão. |